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GenAI na Educação: Desvendando o Futuro do Aprendizado com a UNESCO



Por Diogo Ferreira



A revolução da inteligência artificial generativa (GenAI) na educação e pesquisa é um marco essencial em nossa jornada tecnológica, conforme explorado no abrangente guia da UNESCO (Guidance for generative AI in education and research). A GenAI, uma forma de IA que produz novos conteúdos em resposta a prompts, tem potencial ilimitado para transformar a forma como aprendemos e criamos conhecimento. Por exemplo, a tecnologia GPT (Generative Pre-trained Transformer) - que inclui modelos como o ChatGPT - foi aprimorada ao longo dos anos para produzir textos cada vez mais sofisticados, com o GPT-4 sendo capaz de processar instruções complexas com uma confiabilidade aprimorada.


Entretanto, esta tecnologia emergente não está livre de controvérsias. Questões como aprofundamento da pobreza digital, ultrapassagem da adaptação regulatória nacional, e uso de conteúdo sem consentimento, destacam-se como implicações sérias para a educação.


Diante dessas questões, a UNESCO recomenda uma abordagem centrada no ser humano para regular o uso da GenAI na educação, enfatizando a importância de proteger a agência humana e promover a diversidade linguística e cultural. O guia sugere que instituições educacionais monitorizem e validem os sistemas GenAI quanto à sua adequação ética e pedagógica, enquanto também desenvolvem competências em IA para alunos, capacitam professores e pesquisadores, e promovem opiniões plurais.


Além disso, o guia delineia um framework de políticas para o uso da GenAI, incentivando estratégias institucionais para seu uso responsável e criativo, e a co-criação do uso da GenAI na educação e pesquisa. Olhando para o futuro, a GenAI está configurada para remodelar profundamente os paradigmas éticos, de direitos autorais, fontes de conteúdo e aprendizagem, levando a uma reavaliação dos processos de pensamento, avaliação e resultados de aprendizado.


A visão da UNESCO é que a GenAI pode e deve ser uma ferramenta que beneficia verdadeiramente e capacita professores, alunos e pesquisadores, alinhada a uma abordagem humanista que promove agência humana, inclusão, equidade, igualdade de gênero, e diversidade cultural e linguística, além de opiniões plurais e expressões. O guia é um chamado à ação para que a comunidade internacional reflita sobre as implicações de longo prazo da GenAI para o conhecimento, o ensino, a aprendizagem e a avaliação, e informe nossos pensamentos coletivos e ações colaborativas que podem levar a futuros de aprendizagem digital centrados no ser humano para todos .


Ao considerarmos o futuro da educação e pesquisa com o auxílio da Inteligência Artificial Generativa (GenAI), devemos ponderar a enorme responsabilidade que isso traz. O guia da UNESCO serve como um farol orientador nessa jornada, enfatizando que o papel da GenAI deve ser o de empoderar, e não o de substituir a capacidade humana de ensinar, aprender e inovar.


As escolas e as universidades enfrentam o desafio de integrar a GenAI de uma maneira que enriqueça a experiência educacional, preservando a integridade acadêmica e o desenvolvimento intelectual. Isso requer uma infraestrutura que inclua políticas éticas claras, aprimoramento das competências digitais de professores e alunos, e uma análise constante do impacto dessa tecnologia na educação. A UNESCO incita uma ação global para garantir que a IA seja desenvolvida e usada em conformidade com os direitos humanos, a dignidade e as liberdades, e que promova um mundo justo e equitativo.


A adaptação dos currículos para incluir a educação em IA, o fomento à literacia em dados e a promoção de uma cultura de aprendizagem ao longo da vida são apenas alguns dos passos necessários para a realização desse futuro. Ao mesmo tempo, a regulamentação da GenAI não pode ser um empreendimento unilateral; ela requer colaboração e diálogo entre legisladores, educadores, tecnólogos e sociedade civil, para assegurar que a IA seja empregada de forma ética e justa.


À medida que a GenAI continua a avançar, devemos garantir que essa evolução ocorra em harmonia com os valores humanísticos. Isto significa antecipar e resolver questões éticas antes que elas se tornem problemas inextricáveis e usar a IA para construir pontes, e não barreiras, entre as pessoas.


O futuro da educação e pesquisa com a GenAI é repleto de promessas e potenciais. A visão da UNESCO é que, com a orientação correta e um compromisso com a justiça e a equidade, a GenAI não apenas acelerará o processo de aprendizado, mas também abrirá novas avenidas para a compreensão humana e para a criação de um conhecimento mais inclusivo e diversificado. Ao enfrentarmos esse novo capítulo, devemos proceder com otimismo cauteloso, preparados para cultivar e abraçar as inúmeras possibilidades que a GenAI promete.


Referência:


UNESCO. Guidance for generative AI in education and research. Paris: United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization, 2023. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000385723. Acesso em: 18/03/2024.



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